Secessão e formação dos Estados Confederados da América


Abraham Lincoln.



Pouco antes das eleições presidenciais, líderes sulistas começaram a pedir pela secessão do Sul da União, caso Lincoln vencesse as eleições. Muitos sulistas aprovavam a secessão, através da ideia de que os Estados possuem direitos e poderes que o governo federal não poderia proibir através de métodos legais. Os sulistas alegaram que os Estados Unidos por si mesmo eram uma liga de estados independentes, e que qualquer destes estados possuía o direito de tornar-se independente.

Em dezembro de 1860, a Carolina do Sul tornou-se o primeiro estado a sair da União. Logo ela foi acompanhada por outros cinco estados - Alabama, Flórida, Geórgia, Louisiana e Mississippi. Os principais líderes políticos e senhores de escravos, em sucessivas reuniões ainda em dezembro de 1860, aprovaram a Constituição confederada, formalizando a criação dos Estados Confederados da América. Tais Estados elegeram Jefferson Davis, do Mississippi, como presidente do país, estabelecendo em 7 de fevereiro de 1860 uma Constituição, e a capital em Montgomery.

Em seu primeiro discurso após ter sido empossado como presidente dos Estados Unidos da América, Lincoln afirmou que a Confederação era um movimento sem fundamentos legais, e que "a União ficaria unida para sempre, e que a União faria uso de todos os meios possíveis para garantir a possessão de propriedades da União localizados nos Estados do Sul". Houve uma tentativa de reconciliação, que os rebeldes não aceitaram. Os confederados ofereceram uma indemnização à União pelas propriedades da última em território confederado, oferta que foi recusada por Lincoln.

Em 12 de abril, os sulistas atacaram Fort Sumter, na baía de Charleston, Carolina do Sul. Três dias depois, o forte rendeu-se. Lincoln começou a juntar tropas para recuperar o forte, e este movimento nortista foi visto como uma declaração de guerra pela Confederação. Mais cinco estados juntar-se-iam aos Estados Confederados da América - Arkansas, Carolina do Norte, Tennessee, Virgínia e Texas. Richmond, a capital da Virgínia, foi escolhida como a capital dos Estados Confederados da América.

Forças armadas
Quando a Guerra Civil Americana começou, com o ataque sulista ao Fort Sumter, nem a União nem a Confederação possuíam um plano de recrutamento de soldados. O exército da União, no início da guerra, era composto de apenas aproximadamente 11 mil soldados. O exército da Confederação era ainda menor, por volta de seis mil soldados. Em abril de 1861, o Congresso americano aprovou uma convocação inicial de 65 mil homens - todos voluntários - para fazer frente ao ataque sulista. No começo da guerra, ambas a União e a Confederação utilizavam apenas voluntários como soldados - participava da guerra quem quisesse. Isto funcionou bem no início da guerra.

Porém, à medida que a guerra foi estendendo-se, e o número de baixas em ambos os lados começou a aumentar, mais recrutas passaram a ser necessários. A duração da guerra e os números de baixas, porém, diminuíram muito o entusiasmo pela população de ambos os lados pela guerra, e assim sendo, o número de voluntários acabou por cair. O alistamento forçado acabou por ser instituído em ambos os lados ao longo da guerra. Na Confederação, o alistamento forçado foi instituído em abril de 1862, forçando todas as pessoas brancas do sexo masculino entre 18 a 35 anos de idade e em boas condições de saúde a servirem no exército por três anos. Em fevereiro de 1864, tais limites haviam sido estendidos para 17 a cinquenta anos. Já a União instituiu o alistamento forçado em março de 1863, para pessoas, sem distinção de raça, do sexo masculino, entre 20 a 45 anos de idade. Mulheres, em momento algum, foram autorizadas a lutar em ambos os lados, embora algumas tivessem se disfarçado como homens, e lutado por suas federações.

A guerra foi cognomeada por vários soldados como "guerra entre homens ricos, lutas entre homens pobres". Isto porque este recrutamento forçado possuía suas excepções. Em ambos os lados, homens que, pelas regras do recrutamento forçado, teriam de servir no exército, poderiam contratar um substituto - geralmente, um homem pobre e sem trabalho - para lutar em seu lugar. Na União, pessoas podiam pagar ao governo 300 dólares (uma grande soma de dinheiro na época) para não ser forçado a alistar-se. Estas excepções fizeram com que o sistema de recrutamento forçado fosse mal visto por soldados de origem humilde, tanto na União quanto na Confederação. Na cidade de Nova Iorque, em julho de 1863, alguns meses após o alistamento militar forçado ter sido instituído, uma grande revolta popular tomou curso. Os revoltados estavam armados, e exigiam o fim do alistamento forçado. Esta revolta foi suprimida com o uso de força policial e militar. Apesar dos problemas, o recrutamento forçado em ambos os lados foram bem-sucedidos em seu principal objetivo, o de aumentar o número de soldados nas forças armadas.

Outra medida também contribuiu nos esforços de guerra - ambos os lados permitiam que qualquer homem formasse um pequeno regimento ou uma força mercante a serviço de sua federação, sendo que tais grupos recebiam uma soma do governo. O Norte também instituiu um tipo especial de pagamento, bounty payments. Quando uma pessoa entrasse à força militar da União voluntariamente, ele era recompensado com uma soma em dinheiro. Esta medida, porém, também causou um problema: várias pessoas alistavam-se voluntariamente, usando nomes falsos, recebiam a soma em dinheiro, e após isto, desertavam. Muitos deles inclusive alistavam-se e desertavam seguidamente, usando vários nomes falsos.

Após o fim da guerra, duas organizações fraternais foram abertas - uma aberta a ex-soldados da União e suas famílias, e a outra para ex-soldados da Confederação e suas famílias. Em 1905, o governo americano instituiu uma medalha de campanha válida a todos os soldados que lutaram na guerra - seja ao lado da União ou da Confederação. O último veterano vivo da guerra, Albert Woolson, da União, morreu em 2 de agosto de 1956, aos 109 anos de idade.

Números
Não se sabe o número exacto de soldados que lutaram na Guerra Civil Americana - factores como enlistamento por um curto período de tempo, pessoas que se alistaram mais de uma vez na Guerra (por exemplo, quando eram removidos do serviço militar por causa de ferimentos, voltando após recuperação), pessoas que lutaram na guerra sem registo de soldado, e desertores. Estima-se que o número de soldados que lutaram pela União seja de dois milhões - metade da população masculina dentro da faixa etária militar - e em aproximadamente um milhão o número de soldados que lutaram pela Confederação - quatro quintos da população masculina branca dentro da faixa etária militar.

O número de soldados no exército da União cresceu desde o início da Guerra Civil Americana. No final da guerra, o exército da União tinha cerca de 1,12 milhão de soldados. O exército da Confederação atingiu seu máximo em 1863, quando o número de soldados nas forças militares chegou a quase 500 mil. A partir de 1863, o número de soldados no exército da Confederação passou a diminuir gradativamente. No final da guerra, o exército da Confederação tinha menos de 200 mil soldados. Altas taxas de deserção foram a principal causa desta diminuição - especialmente nos meses finais da guerra, quando a Confederação não tinha mais nenhuma hipótese de vitória.

O salário de um soldado branco da União era de 13 dólares mensais, mais um incentivo anual de 42 dólares, para a compra de roupas. O salário mensal de soldados da confederação, até 1864, era de 11 dólares mensais. Em julho de 1864, devido à inflação, o salário foi aumentado para 18 dólares mensais.

Principais líderes
Os presidentes da União e da Confederação, Abraham Lincoln e Jefferson Davis, como Comandantes-em-Chefe de suas respectivas nações, tinham a responsabilidade de escolher as pessoas que iriam ocupar os maiores postos militares de suas federações.

Os principais líderes da União foram Abraham Lincoln, William H. Seward, Edwin M. Stanton, Ulysses S. Grant, William Tecumseh Sherman, George H. Thomas, George B. McClellan, Henry W. Halleck, Joseph Hooker, Ambrose Burnside, Irvin McDowell, Philip Sheridan, George Crook, George Armstrong Custer, Christopher Carson, John E. Wool, George Gordon Meade, Winfield Hancock, Elihu Washburne, Winfield Scott, Abner Read e Robert Gould Shaw.

Os principais líderes da Confederação foram Jefferson Davis, Robert E. Lee, Joseph E. Johnston, Thomas J. Jackson, James Longstreet, Pierre Gustave Toutant de Beauregard, John Mosby, Braxton Bragg, John Bell Hood, James Ewell Brown Stuart, William Mahone, Judah P. Benjamin, Jubal Early, Nathan Bedford Forrest e Ambrose Powell Hill.

Pelo lado da União combateu, liderando a Brigada Excelsior na Campanha de Gettysburgh, o general luso-americano Francis Barretto Spinola.

Participação dos afro-americanos na guerra
A Proclamação de Emancipação de Lincoln aprovou o uso de afro-americanos no exército da União - tanto que todos os homens do Norte, que tinham entre 20 a 45 anos de idade, incluindo afro-americanos, foram obrigados a lutar pela União. Cerca de 180 mil afro-americanos lutaram pela União, e cerca de dois terços deles eram ex-escravos sulistas que fugiram para o Norte, em busca de liberdade. Mais 25 mil afro-americanos actuaram na marinha naval da União, aberta aos afro-americanos anos antes da Guerra da Secessão. Lincoln certa vez disse que a "participação dos negros na guerra foi muito importante, se não indispensável".

Cerca de 170 regimentos afro-americanos foram formados, dos quais a maioria eram liderados por brancos. Os Confederados, por sua vez, não permitiram o uso de afro-americanos até semanas antes do final do conflito, quando o exército confederado precisava desesperadamente de mais soldados.

Ao longo da Guerra Civil Americana, regimentos afro-americanos participaram de mais de 39 batalhas, onde cerca de 35 mil afro-americanos perderam a vida. 23 afro-americanos tiveram a honra de serem condecorados com a Medalha de Honra. Inicialmente, os afro-americanos eram mal-vistos pela população como soldados, e os afro-africanos recebiam apenas metade do salário de um branco. Após 1864, porém, tanto brancos quanto afro-americanos passaram a ser pagos com a mesma quantia de dinheiro. Apesar disto, outros tipos de discriminação continuaram. A maioria dos afro-americanos trabalhavam em tarefas não-militares, como limpeza, cozinha e manutenção de armas. Mesmo assim, vários regimentos afro-americanos participaram de batalhas primárias, surpreendendo a população branca do Norte, que acreditava que os afro-americanos não seriam bons soldados.

Ironicamente, quando Richmond, a capital confederada, foi capturada, foi um regimento afro-americano que teve a distinção de ser o primeiro a entrar na capital confederada capturada. Lincoln, posteriormente, no mesmo dia, visitou a cidade, protegido por cavalaria formada por afro-americanos.

As federações

Ambos os lados - a União, composta primariamente por estados e territórios contra a escravidão, e a Confederação, que primariamente era contra a abolição da escravidão - possuíam "Estados de fronteira" (border states), estados que localizavam-se na fronteira entre a União e a Confederação. Arkansas, Carolina do Norte, Tennessee e Virgínia eram os estados de fronteira da Confederação, fazendo fronteira com estados da União. Delaware, Kentucky, Maryland e Missouri eram os estados de fronteira da União, fazendo fronteira com a Confederação. Parte da população destes estados acreditava na causa dos nortistas, e outra parte na causa dos sulistas. Isto fez com que movimentos separatistas surgissem em vários destes Estados, levando à divisão entre diversas famílias. Muitas pessoas destas famílias lutaram pela União, enquanto parentes lutaram pela Confederação. Diversos casos de familiares lutando entre si em batalha foram registados ao longo da guerra.

A União

A União é os Estados Unidos da América propriamente dito. Os estados que compunham a União eram Califórnia, Connecticut, Delaware, Illinois, Indiana, Iowa, Kentucky, Maine, Maryland, Massachusetts, Michigan, Minnesota, Missouri, Nova Hampshire, Nova Jérsei, Nova Iorque, Ohio, Oregon, Pensilvânia, Rhode Island, Vermont e Wisconsin, mais os territórios de Colorado, Dakota Nebraska, Nevada, Novo México, Utah e Washington. Cerca de 22 milhões de pessoas viviam na União no início da guerra, com mais de quatro milhões delas sendo homens entre 15 a quarenta anos de idade - a faixa etária adequada para serviço militar.

O Kansas foi elevado à categoria de estado da União logo no início da guerra. Na região oeste e noroeste do estado confederado de Virgínia, a maior parte da população era maioritariamente leal à União. Em 1863, esta região da Virgínia separou-se da última, assim criando o estado de Virgínia Ocidental, que logo aderiu à União. O Nevada foi adicionado à lista de estados da União em 1864.

A União enfrentou o separatismo em diversos Estados de fronteira. Grupos separatistas foram criados em Kentucky e em Missouri. Estes grupos enviaram representantes à Confederação, mas os Estados continuaram oficialmente na União. A maioria da população de Maryland e da capital americana, Washington, DC, também apoiava a causa dos sulistas. Porém, o facto de que o governo da União estava localizado em Washington, DC - por direito, o governo dos Estados Unidos controla directamente a cidade - impediu a saída de Washington da União. Já medidas tomadas pelo governo da União impediram a secessão de Maryland aos estados Confederados. Isto foi tomado primariamente como uma medida de protecção - a capital americana Washington, DC está localizada entre Virgínia e Maryland.

Lincoln, como comandante-chefe das forças da União, foi o primeiro presidente dos Estados Unidos a assumir vastos poderes não estabelecidos na Constituição americana. Lincoln suspendeu o direito ao habeas corpus - o direito da pessoa presa a ser ouvida na Corte Judicial. Lincoln recebeu duras críticas por causa desta acção. O Partido Republicano e o governo de Lincoln receberam duras críticas do Partido Democrático da União, que queria o fim imediato da guerra. Mesmo alguns membros do próprio Partido Republicano, que formavam a ala extremista do Partido, criticaram Lincoln, pedindo por esforços de guerra mais agressivos, a imediata abolição da escravatura e mudanças imediatas na estrutura sócio-económica dos Estados do Sul dos Estados Unidos.

O financiamento dos esforços de guerra foi difícil. Ao longo da guerra, a União gastou cerca de 2,16 bilhões de dólares. Cerca de 20% deste total foram arrecadados através da arrecadação de impostos já existentes. Papéis governamentais - comprados a um preço fixo por uma pessoa, que seria posteriormente, após a guerra, reembolsada juntamente com os juros - arrecadaram 40%. 30% foram tomados emprestados de instituições financeiras. Os 10% restantes foram impressos na forma de papel moeda, impresso em casos de emergência, o que causou grande inflação, na ordem dos 40% o ano, na União. O crescimento anual dos salários dos trabalhadores não acompanhava o mesmo passo do crescimento da inflação, resultando em greves e revoltas por melhores salários e condições de trabalho. Ironicamente, muitas destas revoltas foram iniciadas por sindicatos dominados por brancos, que se opuseram ao uso de afro-americanos não afiliados a sindicatos por parte das fábricas.

Apesar destes problemas, a Guerra Civil Americana trouxe prosperidade económica para a União. As necessidades de guerra - armas, roupas, alimentos - estimularam bastante a agricultura e a indústria de manufaturação. A indústria de mineração cresceu drasticamente - a produção de carvão e ferro, especialmente - bem como a produção de aço. O crescimento da produção agropecuária da União - primariamente lã, algodão, milho, trigo e carne - fez com que exportações para países europeus dobrassem - à época, alimentos na Europa estavam em falta, devido a sucessivas plantações mal-sucedidas - assim compensando pela drástica queda nas exportações destes produtos por parte da Confederação, que estava sob bloqueio em terra e mar durante a guerra.

Alguns atos econômicos instituídos pelo governo da União ajudaram neste período de crescimento económico. Tais actos estabeleceram um banco central, uma moeda padrão e o Departamento Governamental de Agricultura, em 1861. Actos instituídos em 1862 foram os responsáveis pela aprovação da construção da primeira ferrovia transcontinental americana, pelo fornecimento de lotes de terras no oeste americano a preços nulos ou muito baixos, e o estabelecimento de instituições de ensino superior. Em 1863, o primeiro imposto de renda nacional foi instituído. A forte economia da União não somente foi um dos motivos primários da vitória desta sobre a Confederação, mas como também o principal motivo do grande crescimento econômico dos Estados Unidos após o fim da guerra, que fez do país a maior potência industrial por volta da década de 1890.

Confederação
Os estados que compunham a Confederação eram o Alabama, Arkansas, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Flórida, Geórgia, Louisiana, Mississippi, Tennessee, Texas e Virgínia. Quando a Guerra Civil Americana começou, o Confederação tinha cerca de 9,5 milhões de habitantes - incluindo 3,5 milhões de afro-americanos. Cerca de um milhão de pessoas brancas do sexo masculino, entre 15 a quarenta anos de idade viviam na Confederação.

O presidente da União, Abraham Lincoln, possuía vários poderes não estabelecidos na Constituição. Isto não aconteceu na Confederação. Isto porque muitos sulistas sempre se opuseram a um governo central, onde uma única pessoa possui enormes poderes. Por causa disto, o Congresso da Confederação tornou-se dividido, com alguns membros apoiando o poder concentrado nas mãos de uma única pessoa, e com outros membros se opondo a isso. As relações de alguns estados da Confederação com o governo da última, bem como entre alguns destes estados, tornaram-se difíceis. Jefferson Davis, o presidente da Confederação, pediu ao Congresso da Confederação permissão ao exercimento dos poderes exercidos por Lincoln, mas seu pedido foi atendido apenas em parte, e Davis recebeu apenas alguns poderes limitados.

Desde o início da Guerra Civil Americana, o financiamento da guerra mostrou-se extremamente difícil para a Confederação. Ao longo da guerra, a Confederação gastou cerca de 2,5 bilhões de dólares. Cerca de 1% deste total foram arrecadados através da elevação de impostos já existentes. Esta percentagem é muito pequena porque os confederados temiam que uma drástica elevação nos impostos pudesse causar revoltas da elite do país. 39% foram tomados emprestados de instituições financeiras e arrecadados na forma de papéis governamentais. Os 60% restantes foram impressos na forma de papel moeda, gerando, assim, inflação descontrolada, na ordem dos 250% o ano, na Confederação. No final da guerra, os preços em geral estavam cerca de mil vezes mais altos do que no início da guerra. Na Confederação, em 1861, um par de sapatos custava 1,8 dólar e um barril de trigo custava dois dólares. Em 1864, estes itens custavam 200 e 275 dólares, respectivamente, e no final da guerra, o barril de trigo custava mais de mil dólares. Os sulistas passaram a fabricar roupas com tecido de carpete e cortinas e a imprimir jornais em papel de parede.

Ao longo da Guerra Civil Americana, a Confederação tentou adaptar-se às necessidades dos esforços de guerra. Fábricas civis passaram a fabricar armas. A produção de algodão caiu drasticamente, e a produção de cereais aumentou. Mas as condições dos soldados da Confederação eram sensivelmente piores do que a dos soldados da União - em matéria de alimentos e armas. Em desespero, um ato instituído em 1863 permitiu a agentes federais da Confederação o confisco de propriedade civil que pudesse ser utilizada nos esforços de guerra, como cavalos, alimentos, roupas e armas. Os civis eram pagos com o que os agentes decidissem pagar.